Adições:
- Configurações mentais.
- Objetivo evolutivo.
- Sessão de exemplos de distúrbios.
As futuras manuteções serão definidas de acordo com as sugestões dos leitores e para adicionar mais conteúdo extra sobre o comportamento humano.
Estudos informais sobre o que é a psicologia evolutiva e como ela pode melhorar a qualidade de vida.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
Formação dos valores humanos
Recomendação de leitura para melhor compreensão deste texto:
Beleza como sinalizador de importância
Instinto que influência o raciocínio e vice-versa
Relatividade humana
Formação dos valores humanos:
Os valores humanos são o conjunto de valores, morais, intelectuais ou estéticos, que o humano aprende a valorizar durante seu desenvolvimento. Isto não ocorre de forma aleatória, e sim pelo processo chamado formação de valores humanos. Ao entender este processo, compreender como funciona a relatividade humana ou como surgem os distúrbios se tornará mais simples, já que ambos se baseiam no tipo de valores que os humanos carregam consigo.
O processo de formação de valores começa na infância, pois nesta fase, tudo parece ser mais intenso devido à falta de experiências anteriores, portanto, os eventos são registrados com mais força na memória. A influência daqueles que provém à sobrevivência da criança é muito forte, assim como a influência daqueles que elas consideram com alto poder instintivo. É esta influência que induz o tipo de interpretação que a criança irá assumir diante das novas experiências. Como elas são marcadas com mais força, a criança tende fortemente a continuar esta interpretação até sua fase adolescente ou resto da vida, se nada acontecer e seu instinto se adaptar a ela.
Exemplo: um pai ensina a sua filha que mentir é feio. Ele, por prover as chances de sobrevivência e afeto para a criança, tem uma influência muito grande sobre ela. Isto faz com que ela busque perceber o mundo sob a ótica de mentir é feio e valorize, devido a capacidade do instinto influenciar o raciocínio, os argumentos que concordam com seu pai. Coisa análoga aconteceria caso o pai dela ensinasse-a que mentir é bonito, pois ela apenas iria se focar nos benefícios da mentira. Percebe-se que dois valores diferentes foram construídos devido à influência do pai neste exemplo, mas que poderia ser qualquer outra pessoa importante para esta garota.
Outro exemplo importante para exemplificar o que foi dito no segundo parágrafo é o seguinte: um garoto começa a entrar em uma nova área na vida, sobre a qual seus pais não tenham o instruído. Diante disto, ao buscar referências para saber como se comportar, seu instinto percebe uma pessoa com bastante poder instintivo neste ambiente. Para obter poder instintivo também, o garoto tende a seguir os valores que esta pessoa ensina. Porém, quando os pais descobrem, não acham certo e o instruem a agir de outra forma. É neste momento que surge um conflito que faz o garoto ficar confuso até ter novas experiências que o faça decidir qual conjunto de valores é mais benéfico aos valores que ele já construiu.
Exemplificando melhor estes conflitos, que ocorrem normalmente na fase adolescente: de um lado está os pais, que não gostam da imagem a que um estilo de música remete. Do outro estão os amigos, a outra influencia citada anteriormente, que gostam. Isto tenderá a se resolver pelo o que o garoto já valoriza até o momento e se essa imagem está ou não de acordo com isto. Se estiver, ele tenderá a escutar a música, mesmo se seus pais não aprovarem. Se não estiver, ele não valorizará este estilo musical. Seus pais podem, em ultimo caso, aplicar alguns tipos de punições para controlar o que seu instinto valoriza, mas geralmente isto só funciona em casos de dúvidas, o que nem sempre é o caso, pois o garoto realmente pode estar valorizando algo bom e que seus pais não gostem por preconceito ou distúrbios.
Através destes exemplos é possível observar que os valores vão sendo construídos e solidificados de acordo com o tipo de resultados aquela pessoa é instruída a conseguir, e também daqueles que ela, de fato, consegue produzir. O ambiente tem muita influencia sobre os resultados, por isto que em relatividade humana ele foi citado como um dos principais fatores que influenciam a formação de valores humanos. Nada impede que, através de novas experiências ou conhecimentos, o humano comece a adotar um novo conjunto de valores. Porém, as probabilidades disto acontecer na fase adulta são menores, pois o esforço que provavelmente ele dedicou para produzir o que valoriza o desmotiva a desvalorizar isto para valorizar outra coisa.
Beleza como sinalizador de importância
Instinto que influência o raciocínio e vice-versa
Relatividade humana
Formação dos valores humanos:
Os valores humanos são o conjunto de valores, morais, intelectuais ou estéticos, que o humano aprende a valorizar durante seu desenvolvimento. Isto não ocorre de forma aleatória, e sim pelo processo chamado formação de valores humanos. Ao entender este processo, compreender como funciona a relatividade humana ou como surgem os distúrbios se tornará mais simples, já que ambos se baseiam no tipo de valores que os humanos carregam consigo.
O processo de formação de valores começa na infância, pois nesta fase, tudo parece ser mais intenso devido à falta de experiências anteriores, portanto, os eventos são registrados com mais força na memória. A influência daqueles que provém à sobrevivência da criança é muito forte, assim como a influência daqueles que elas consideram com alto poder instintivo. É esta influência que induz o tipo de interpretação que a criança irá assumir diante das novas experiências. Como elas são marcadas com mais força, a criança tende fortemente a continuar esta interpretação até sua fase adolescente ou resto da vida, se nada acontecer e seu instinto se adaptar a ela.
Exemplo: um pai ensina a sua filha que mentir é feio. Ele, por prover as chances de sobrevivência e afeto para a criança, tem uma influência muito grande sobre ela. Isto faz com que ela busque perceber o mundo sob a ótica de mentir é feio e valorize, devido a capacidade do instinto influenciar o raciocínio, os argumentos que concordam com seu pai. Coisa análoga aconteceria caso o pai dela ensinasse-a que mentir é bonito, pois ela apenas iria se focar nos benefícios da mentira. Percebe-se que dois valores diferentes foram construídos devido à influência do pai neste exemplo, mas que poderia ser qualquer outra pessoa importante para esta garota.
Outro exemplo importante para exemplificar o que foi dito no segundo parágrafo é o seguinte: um garoto começa a entrar em uma nova área na vida, sobre a qual seus pais não tenham o instruído. Diante disto, ao buscar referências para saber como se comportar, seu instinto percebe uma pessoa com bastante poder instintivo neste ambiente. Para obter poder instintivo também, o garoto tende a seguir os valores que esta pessoa ensina. Porém, quando os pais descobrem, não acham certo e o instruem a agir de outra forma. É neste momento que surge um conflito que faz o garoto ficar confuso até ter novas experiências que o faça decidir qual conjunto de valores é mais benéfico aos valores que ele já construiu.
Exemplificando melhor estes conflitos, que ocorrem normalmente na fase adolescente: de um lado está os pais, que não gostam da imagem a que um estilo de música remete. Do outro estão os amigos, a outra influencia citada anteriormente, que gostam. Isto tenderá a se resolver pelo o que o garoto já valoriza até o momento e se essa imagem está ou não de acordo com isto. Se estiver, ele tenderá a escutar a música, mesmo se seus pais não aprovarem. Se não estiver, ele não valorizará este estilo musical. Seus pais podem, em ultimo caso, aplicar alguns tipos de punições para controlar o que seu instinto valoriza, mas geralmente isto só funciona em casos de dúvidas, o que nem sempre é o caso, pois o garoto realmente pode estar valorizando algo bom e que seus pais não gostem por preconceito ou distúrbios.
Através destes exemplos é possível observar que os valores vão sendo construídos e solidificados de acordo com o tipo de resultados aquela pessoa é instruída a conseguir, e também daqueles que ela, de fato, consegue produzir. O ambiente tem muita influencia sobre os resultados, por isto que em relatividade humana ele foi citado como um dos principais fatores que influenciam a formação de valores humanos. Nada impede que, através de novas experiências ou conhecimentos, o humano comece a adotar um novo conjunto de valores. Porém, as probabilidades disto acontecer na fase adulta são menores, pois o esforço que provavelmente ele dedicou para produzir o que valoriza o desmotiva a desvalorizar isto para valorizar outra coisa.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Distúrbios
Recomendação de leitura para melhor compreensão deste texto:
Instinto que influência o raciocínio e vice-versa
Amor
Distúrbios:
Como explicado no texto que define amor segundo a psicologia evolutiva, a boa evolução é produzida através do equilíbrio entre desenvolvimento individual e grupal e também da organização dos conhecimentos e sentimentos para que isto possa produzir a qualidade de vida e bem estar. Porém, existem casos em que os humanos desenvolvem comportamentos que fazem o oposto à boa evolução, pois prejudicam o que ela produz aos humanos. Foi a partir desta observação que a psicologia evolutiva desenvolveu o conceito de distúrbio, que é todo e qualquer comportamento que impeça ou destrua a boa evolução.
Um dos motivos que mais tende a causar distúrbios é quando o humano é submetido a algum sistema extremo sem os conhecimentos necessários para se adaptar bem a ele. Esta falta de conhecimento o faz adotar uma filosofia que traga os resultados que o sistema espera, mas que não garante a melhor qualidade de vida pra ele. Este sistema extremo pode surgir devido a falta de conhecimento das pessoas, que, por exemplo, constroem uma sociedade que exigem resultados demais de uma das outra e de si próprias, ou de um contexto geográfico ou histórico que alguma sociedade é submetida, como as sociedades que se desenvolvem de difícil sobrevivência. O aprofundamento em tipos específicos de distúrbios será feito em outros textos.
A tendência é que as pessoas que desenvolvem distúrbios considerem-os normais, parte da natureza humana. Elas são levadas a assumir isto muitas vezes por não terem acesso a experiências ou conhecimentos que as faça pensar que pode ser diferente. Na maioria dos casos, este pensamento não coincide com a realidade, já que quase sempre é possível fazer algo para alterar o sistema e torná-lo mais agradável. Valorizar menos determinada característica ou acostumar o instinto a realidade e fazê-la melhor possível são alguns exemplos possíveis quando se entende as tecnologias humanas como demonstrado em alguns textos deste site, que também já apresentou alguns dos desequilíbrios que causam distúrbios, como explicado em amor ou relatividade humana.
Buscar a melhora dos distúrbios é uma ótima forma de entender a si mesmo. Como todas as pessoas compartilham do mesmo princípio instintivo, diferenciando somente as configurações, ao conhecer a si mesmo também torna mais fácil compreender as outras pessoas. Esta compreensão facilita as melhorias de convívio, comunicação, rendimento no trabalho e lazer, dentre outras áreas que envolva humanos. Contudo, existem distúrbios tão complicados que o mais vantajoso é aprender a conviver com eles e dedicar o esforço que seria utilizado para resolvê-los em outras coisas, ao menos até este distúrbio ser compreendido ao ponto de se tornar descomplicado.
Instinto que influência o raciocínio e vice-versa
Amor
Distúrbios:
Como explicado no texto que define amor segundo a psicologia evolutiva, a boa evolução é produzida através do equilíbrio entre desenvolvimento individual e grupal e também da organização dos conhecimentos e sentimentos para que isto possa produzir a qualidade de vida e bem estar. Porém, existem casos em que os humanos desenvolvem comportamentos que fazem o oposto à boa evolução, pois prejudicam o que ela produz aos humanos. Foi a partir desta observação que a psicologia evolutiva desenvolveu o conceito de distúrbio, que é todo e qualquer comportamento que impeça ou destrua a boa evolução.
Um dos motivos que mais tende a causar distúrbios é quando o humano é submetido a algum sistema extremo sem os conhecimentos necessários para se adaptar bem a ele. Esta falta de conhecimento o faz adotar uma filosofia que traga os resultados que o sistema espera, mas que não garante a melhor qualidade de vida pra ele. Este sistema extremo pode surgir devido a falta de conhecimento das pessoas, que, por exemplo, constroem uma sociedade que exigem resultados demais de uma das outra e de si próprias, ou de um contexto geográfico ou histórico que alguma sociedade é submetida, como as sociedades que se desenvolvem de difícil sobrevivência. O aprofundamento em tipos específicos de distúrbios será feito em outros textos.
A tendência é que as pessoas que desenvolvem distúrbios considerem-os normais, parte da natureza humana. Elas são levadas a assumir isto muitas vezes por não terem acesso a experiências ou conhecimentos que as faça pensar que pode ser diferente. Na maioria dos casos, este pensamento não coincide com a realidade, já que quase sempre é possível fazer algo para alterar o sistema e torná-lo mais agradável. Valorizar menos determinada característica ou acostumar o instinto a realidade e fazê-la melhor possível são alguns exemplos possíveis quando se entende as tecnologias humanas como demonstrado em alguns textos deste site, que também já apresentou alguns dos desequilíbrios que causam distúrbios, como explicado em amor ou relatividade humana.
Buscar a melhora dos distúrbios é uma ótima forma de entender a si mesmo. Como todas as pessoas compartilham do mesmo princípio instintivo, diferenciando somente as configurações, ao conhecer a si mesmo também torna mais fácil compreender as outras pessoas. Esta compreensão facilita as melhorias de convívio, comunicação, rendimento no trabalho e lazer, dentre outras áreas que envolva humanos. Contudo, existem distúrbios tão complicados que o mais vantajoso é aprender a conviver com eles e dedicar o esforço que seria utilizado para resolvê-los em outras coisas, ao menos até este distúrbio ser compreendido ao ponto de se tornar descomplicado.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Instinto que influência o raciocínio e vice-versa
Recomendação de leitura para melhor compreensão deste texto:
Memória baseada nos sentimentos
Raciocínio humano
Instinto que influencia o raciocínio e vice-versa:
Compreender esta dinâmica é algo fundamental para entender como ocorre o processo de pensamento humano na prática. Ela é fruto da capacidade de associar informações, através do raciocínio, e marcá-las com sentimentos, através da memória. Trata-se da capacidade do instinto influenciar o raciocínio ou o raciocínio influenciar o instinto, que será classificada como tecnologia humana por, também, só ser encontrado em igual eficiência nesta espécie. Esta característica é a responsável por conciliar a ótima capacidade de raciocínio humano, que consegue simular vários modelos com relativa precisão, a sua natureza animal, que se preocupa com a evolução.
Acontece da seguinte forma: para pensar, o humano utiliza sua memória como biblioteca para acessar os padrões de comportamentos e as informações sensoriais que precisa para fazer suas simulações mentais. Estas simulações, uma cena imaginada por exemplo, são sentidas por seu instinto, e quando o instinto percebe que de alguma forma elas podem se tornar realidade, ele emite os mesmos sentimentos que emitiria no caso dela ser realmente realidade, na mesma intensidade que acredita que esta possibilidade seja real. Desta forma, quando o humano pensa algo ruim, por exemplo, seu instinto responde com sentimentos como raiva ou tristeza na mesma intensidade que acredita que isto realmente está acontecendo.
Após sentir estes sentimentos, a tendência será ele mudar sua linha de raciocínio para algo que não o faça sentir isto. De forma análoga acontece quando o humano pensa algo bom, contudo, ao invés de liberar sentimentos que o faça evitar, o seu instinto irá liberar os sentimentos que o fará querer permanecer na linha de raciocínio, como sentimentos de empolgação, felicidade ou afeto. É devido a este mecanismo que o instinto humano tem um razoável controle sobre quais pensamentos o humano terá mais probabilidade de ter, já que quando ele busca algo em sua memória, as simulações que serão estimuladas a ficar serão as que o faça se sentir bem ou sejam importantes para a sua evolução.
Esta característica do instinto emitir o sentimento a mesma medida que acredita na situação que está o estimulando é o que faz raciocínio ser capaz de influenciá-lo, ocorre da seguinte forma: diante de situações desconhecidas, o humano, de forma inconsciente, associa os elementos desconhecidos desta situação aos que ele já conhece, e é através disto que o seu instinto interpreta esta situação, emite os sentimentos condizentes a ela e a grava na memória. Porém, quando, devido a novos conhecimentos ou a outra linha de raciocínio, ele faz uma nova interpretação que percebe que os sentimentos emitidos pela interpretação anterior não condizem com a realidade, seu instinto tende a se adequar para produzir os sentimentos mais condizentes a ela. Desta forma, percebe-se que uma mesma situação interpretada de modos diferentes gera sentimentos diferentes.
Por exemplo: uma menina vê um sapo na rua. Este sapo, por algum motivo, corre atrás dela. Ao lembrar que sua mãe tem nojo de sapo, interpreta isto como um perigo e seu instinto responde com medo. Desta forma, ela desenvolve um sentimento por medo pelo sapo que fica gravado em sua memória. Sempre que ela vê ou pensa em sapos, sente medo e evita isto. Quando cresce, estuda biologia e aprende que não existe perigo nenhum com os sapos, embora seu instinto ainda sinta medo deles. Com o tempo, ela vai se acostumando a ver imagens de sapos em desenhos, depois na realidade, pois terá que estudá-los, e então o medo associado ao sapo é trocado por algum outro sentimento ou mesmo dissipado.
Este exemplo também está levando em consideração a memória que desenvolveu um trauma por sapos. Contudo, existem casos que apenas uma nova linha de raciocínio ou novos conhecimentos acerca da situação são o suficiente para mudar completamente o quadro de sentimentos que tal situação invoca. Por exemplo: uma garota vê seu namorado abraçando outra e sente ciúme, porém, ao descobrir que esta outra garota é irmã do seu namorado, o ciúme desaparece. Outro exemplo: um homem tem raiva do como realiza seu trabalho, mas, após refletir e buscar formas de melhorar isto, entende que aquele, mesmo sendo trabalhoso, é o melhor método de fazer as coisas que a realidade o permite, e a partir de então trabalha sem sentir a raiva de antes.
Ao entender e dominar esta dinâmica humana, que faz parte do processo de relatividade humana, é possível trabalhar tanto o instinto quanto o raciocínio ao ponto de minimizar ou resolver vários conflitos cotidianos, que diminuem o bem-estar, ou ainda obter entendimento para compreender algumas situações e buscar formas de melhorá-las. Assim, a psicologia evolutiva espera que este seja mais um conhecimento utilizado para trazer a boa qualidade de vida a todos.
Memória baseada nos sentimentos
Raciocínio humano
Instinto que influencia o raciocínio e vice-versa:
Compreender esta dinâmica é algo fundamental para entender como ocorre o processo de pensamento humano na prática. Ela é fruto da capacidade de associar informações, através do raciocínio, e marcá-las com sentimentos, através da memória. Trata-se da capacidade do instinto influenciar o raciocínio ou o raciocínio influenciar o instinto, que será classificada como tecnologia humana por, também, só ser encontrado em igual eficiência nesta espécie. Esta característica é a responsável por conciliar a ótima capacidade de raciocínio humano, que consegue simular vários modelos com relativa precisão, a sua natureza animal, que se preocupa com a evolução.
Acontece da seguinte forma: para pensar, o humano utiliza sua memória como biblioteca para acessar os padrões de comportamentos e as informações sensoriais que precisa para fazer suas simulações mentais. Estas simulações, uma cena imaginada por exemplo, são sentidas por seu instinto, e quando o instinto percebe que de alguma forma elas podem se tornar realidade, ele emite os mesmos sentimentos que emitiria no caso dela ser realmente realidade, na mesma intensidade que acredita que esta possibilidade seja real. Desta forma, quando o humano pensa algo ruim, por exemplo, seu instinto responde com sentimentos como raiva ou tristeza na mesma intensidade que acredita que isto realmente está acontecendo.
Após sentir estes sentimentos, a tendência será ele mudar sua linha de raciocínio para algo que não o faça sentir isto. De forma análoga acontece quando o humano pensa algo bom, contudo, ao invés de liberar sentimentos que o faça evitar, o seu instinto irá liberar os sentimentos que o fará querer permanecer na linha de raciocínio, como sentimentos de empolgação, felicidade ou afeto. É devido a este mecanismo que o instinto humano tem um razoável controle sobre quais pensamentos o humano terá mais probabilidade de ter, já que quando ele busca algo em sua memória, as simulações que serão estimuladas a ficar serão as que o faça se sentir bem ou sejam importantes para a sua evolução.
Esta característica do instinto emitir o sentimento a mesma medida que acredita na situação que está o estimulando é o que faz raciocínio ser capaz de influenciá-lo, ocorre da seguinte forma: diante de situações desconhecidas, o humano, de forma inconsciente, associa os elementos desconhecidos desta situação aos que ele já conhece, e é através disto que o seu instinto interpreta esta situação, emite os sentimentos condizentes a ela e a grava na memória. Porém, quando, devido a novos conhecimentos ou a outra linha de raciocínio, ele faz uma nova interpretação que percebe que os sentimentos emitidos pela interpretação anterior não condizem com a realidade, seu instinto tende a se adequar para produzir os sentimentos mais condizentes a ela. Desta forma, percebe-se que uma mesma situação interpretada de modos diferentes gera sentimentos diferentes.
Por exemplo: uma menina vê um sapo na rua. Este sapo, por algum motivo, corre atrás dela. Ao lembrar que sua mãe tem nojo de sapo, interpreta isto como um perigo e seu instinto responde com medo. Desta forma, ela desenvolve um sentimento por medo pelo sapo que fica gravado em sua memória. Sempre que ela vê ou pensa em sapos, sente medo e evita isto. Quando cresce, estuda biologia e aprende que não existe perigo nenhum com os sapos, embora seu instinto ainda sinta medo deles. Com o tempo, ela vai se acostumando a ver imagens de sapos em desenhos, depois na realidade, pois terá que estudá-los, e então o medo associado ao sapo é trocado por algum outro sentimento ou mesmo dissipado.
Este exemplo também está levando em consideração a memória que desenvolveu um trauma por sapos. Contudo, existem casos que apenas uma nova linha de raciocínio ou novos conhecimentos acerca da situação são o suficiente para mudar completamente o quadro de sentimentos que tal situação invoca. Por exemplo: uma garota vê seu namorado abraçando outra e sente ciúme, porém, ao descobrir que esta outra garota é irmã do seu namorado, o ciúme desaparece. Outro exemplo: um homem tem raiva do como realiza seu trabalho, mas, após refletir e buscar formas de melhorar isto, entende que aquele, mesmo sendo trabalhoso, é o melhor método de fazer as coisas que a realidade o permite, e a partir de então trabalha sem sentir a raiva de antes.
Ao entender e dominar esta dinâmica humana, que faz parte do processo de relatividade humana, é possível trabalhar tanto o instinto quanto o raciocínio ao ponto de minimizar ou resolver vários conflitos cotidianos, que diminuem o bem-estar, ou ainda obter entendimento para compreender algumas situações e buscar formas de melhorá-las. Assim, a psicologia evolutiva espera que este seja mais um conhecimento utilizado para trazer a boa qualidade de vida a todos.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Amor
Recomendação de leitura para melhor compreensão deste texto:
Evolução como qualidade de vida
Amor:
Durante a construção da definição de amor, a psicologia evolutiva observou que ele não é um sentimento com função definida na evolução e também não é a mistura de um ou mais sentimentos com o raciocínio. Diante disto e da necessidade de desenvolver um conceito de amor que se encaixe com o conceito mais aceito culturalmente, que é o amor sendo o sentimento mais humano que existe, com a realidade e sem se esbarrar em nenhum outro sentimento, é que a psicologia evolutiva desenvolveu a seguinte definição de amor: amar é todo e qualquer esforço que gera a boa evolução, sendo o amor a disposição de se esforçar para este fim.
Esta definição se sustenta na seguinte linha de raciocínio: se o instinto humano foi moldado pela seleção natural para evoluir, e se o amor é aquilo que mais se aproxima da natureza humano, então amar é evoluir. Ao observar este conceito na prática, nota-se que na maioria das relações em que os indivíduos se declaram amando, ocorre à preocupação e o esforço mútuo para que ambos evoluam. O amor entre amigos, o amor de pai/mãe e filho, o amor de namorados, inclusive o amor a si próprio, em todos estes casos se observa um esforço que, através dele, surge a boa evolução. Este conceito também pode ser observado quando as pessoas declaram amor por seus objetos, projetos, empregos, pois afinal, um projeto ou emprego bem desenvolvido é capaz de gerar muita boa evolução.
O motivo pelo qual foi enfatizada a “boa evolução” durante a definição de amor é que também existe a má evolução, que surge nos casos de distúrbios. Existem duas condições para que a evolução seja considerada boa: a primeira é que ela traga bem-estar e qualidade de vida ao indivíduo; a segunda é que ela desenvolva tanto o indivíduo quanto seu grupo social. A primeira condição deriva da definição de evolução como qualidade de vida, cuja explicação pode ser lida neste endereço. Já a segunda deriva da dinâmica do comportamento de sobreviver e reproduzir do humano, que ao mesmo tempo em que o induz a ser individualista, através do comportamento de reprodução, também o induz a se preocupar com seu grupo, através do comportamento de sobrevivência. Ambos os comportamentos também já foram explicados neste endereço.
Esta definição de boa evolução, por respeita a natureza humana, evita os seguintes distúrbios: existe, nas pessoas que só se preocupam com sua própria evolução, uma forte tendência de recorrerem a mecanismos que prejudiquem uma ou mais pessoas em benefício de si mesma e de negligenciarem a maioria das relações construídas através do afeto. Estas duas situações são prejudiciais na construção de uma boa família e sociedade, além serem propensas apenas às relações superficiais, que são aquelas em que as pessoas não estão preocupadas com o bem-estar das outras, apenas em outros interesses. Já nas pessoas que só dedica seu esforço para ajudar outras pessoas e se esquecem de cuidar de sua própria evolução, a forte tendência é elas, por não se esforçarem também em sua melhora, serem desvalorizada pelo instinto das outras pessoas, que mesmo sem perceber tendem a valorizar os melhores.
Evitar estes dois distúrbios é uma boa forma de prevenir vários outros, tanto em si mesmo quanto nos indivíduos ao redor. O amor foi definido como um comportamento pela psicologia evolutiva e não como um sentimento evolutivo ou racional, porque para amar é necessário organizar todos os sentimentos e conhecimentos que resulte num equilíbrio que produza o comportamento que traga boa evolução ao que se deseja. Em outras palavras, cada sentimento tem sua função para a boa evolução, e ter a linha de raciocínio que faça os sentimentos agirem corretamente, sem distúrbios, é o aconselhável, por exemplo: quando algo prejudica aquilo que se ama, é a função natural e saudável sentir raiva, pois ela motiva que o humano busque uma forma de evitar ou eliminar aquilo que prejudica. A mesma linha de raciocínio se segue para os outros sentimentos e suas funções.
Esforçar-se para atingir este equilíbrio nem sempre é fácil, é por isso que a psicologia evolutiva espera que as pessoas possam utilizar os conhecimentos passados por ela para se organizar e proporcionar uma boa evolução, que se traduz em qualidade de vida, tanto a si própria quanto a quem se ama.
Evolução como qualidade de vida
Amor:
Durante a construção da definição de amor, a psicologia evolutiva observou que ele não é um sentimento com função definida na evolução e também não é a mistura de um ou mais sentimentos com o raciocínio. Diante disto e da necessidade de desenvolver um conceito de amor que se encaixe com o conceito mais aceito culturalmente, que é o amor sendo o sentimento mais humano que existe, com a realidade e sem se esbarrar em nenhum outro sentimento, é que a psicologia evolutiva desenvolveu a seguinte definição de amor: amar é todo e qualquer esforço que gera a boa evolução, sendo o amor a disposição de se esforçar para este fim.
Esta definição se sustenta na seguinte linha de raciocínio: se o instinto humano foi moldado pela seleção natural para evoluir, e se o amor é aquilo que mais se aproxima da natureza humano, então amar é evoluir. Ao observar este conceito na prática, nota-se que na maioria das relações em que os indivíduos se declaram amando, ocorre à preocupação e o esforço mútuo para que ambos evoluam. O amor entre amigos, o amor de pai/mãe e filho, o amor de namorados, inclusive o amor a si próprio, em todos estes casos se observa um esforço que, através dele, surge a boa evolução. Este conceito também pode ser observado quando as pessoas declaram amor por seus objetos, projetos, empregos, pois afinal, um projeto ou emprego bem desenvolvido é capaz de gerar muita boa evolução.
O motivo pelo qual foi enfatizada a “boa evolução” durante a definição de amor é que também existe a má evolução, que surge nos casos de distúrbios. Existem duas condições para que a evolução seja considerada boa: a primeira é que ela traga bem-estar e qualidade de vida ao indivíduo; a segunda é que ela desenvolva tanto o indivíduo quanto seu grupo social. A primeira condição deriva da definição de evolução como qualidade de vida, cuja explicação pode ser lida neste endereço. Já a segunda deriva da dinâmica do comportamento de sobreviver e reproduzir do humano, que ao mesmo tempo em que o induz a ser individualista, através do comportamento de reprodução, também o induz a se preocupar com seu grupo, através do comportamento de sobrevivência. Ambos os comportamentos também já foram explicados neste endereço.
Esta definição de boa evolução, por respeita a natureza humana, evita os seguintes distúrbios: existe, nas pessoas que só se preocupam com sua própria evolução, uma forte tendência de recorrerem a mecanismos que prejudiquem uma ou mais pessoas em benefício de si mesma e de negligenciarem a maioria das relações construídas através do afeto. Estas duas situações são prejudiciais na construção de uma boa família e sociedade, além serem propensas apenas às relações superficiais, que são aquelas em que as pessoas não estão preocupadas com o bem-estar das outras, apenas em outros interesses. Já nas pessoas que só dedica seu esforço para ajudar outras pessoas e se esquecem de cuidar de sua própria evolução, a forte tendência é elas, por não se esforçarem também em sua melhora, serem desvalorizada pelo instinto das outras pessoas, que mesmo sem perceber tendem a valorizar os melhores.
Evitar estes dois distúrbios é uma boa forma de prevenir vários outros, tanto em si mesmo quanto nos indivíduos ao redor. O amor foi definido como um comportamento pela psicologia evolutiva e não como um sentimento evolutivo ou racional, porque para amar é necessário organizar todos os sentimentos e conhecimentos que resulte num equilíbrio que produza o comportamento que traga boa evolução ao que se deseja. Em outras palavras, cada sentimento tem sua função para a boa evolução, e ter a linha de raciocínio que faça os sentimentos agirem corretamente, sem distúrbios, é o aconselhável, por exemplo: quando algo prejudica aquilo que se ama, é a função natural e saudável sentir raiva, pois ela motiva que o humano busque uma forma de evitar ou eliminar aquilo que prejudica. A mesma linha de raciocínio se segue para os outros sentimentos e suas funções.
Esforçar-se para atingir este equilíbrio nem sempre é fácil, é por isso que a psicologia evolutiva espera que as pessoas possam utilizar os conhecimentos passados por ela para se organizar e proporcionar uma boa evolução, que se traduz em qualidade de vida, tanto a si própria quanto a quem se ama.
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