sábado, 24 de dezembro de 2011

Evolução como qualidade de vida

Recomendação de leitura para melhor compreensão deste texto:
Mecânica da evolução humana

Evolução como qualidade de vida:
Desde que o humano, graças às suas tecnologias racionais, conseguiu desenvolver a capacidade de mudar seu comportamento de acordo com as informações que recebe do ambiente, o conceito de evolução se tornou obsoleto. Isto porque se dois irmãos gêmeos forem postos em dois ambientes, um rico em informações e o outro sem nenhuma, e assumindo que os dois se esforcem igualmente, o que mais fácil se adaptará é aquele que tiver mais informações. É diante disto que surge a necessidade de um conceito de evolução que leve em consideração, para o melhor conhecimento e direcionamento da natureza humana, esta atual situação. Será utilizada novamente a metodologia de fazer várias suposições para então chegar a conclusão sobre o que significa ser evoluído atualmente.

A primeira suposição que será feita é uma comparação entre uma pessoa rica e outra pobre. Será assumido, para fins de estudo, que a pessoa rica chegou a este estado devido a sua preocupação em como produzir recursos para vender em sua sociedade, sendo recompensada por causa disto através do dinheiro, enquanto que a pobre simplesmente não teve este tipo de preocupação. Através do dinheiro, que é o poder econômico, é possível comprar os utensílios que a sociedade oferece para melhorar as chances de sobreviver e reproduzir, como os itens mais confortáveis e eficientes e melhores planos de saúde. Enquanto isto, o pobre irá ter apenas a quantidade necessária prover as necessidades básicas de sobrevivência em sua sociedade.

A segunda suposição será outra comparação feita entre uma pessoa que se esforça para entender o comportamento humano e se tornar mais agradável, e outra que simplesmente não tem este tipo de preocupação. A primeira, aos poucos, entenderá melhor aqueles que estão ao seu redor e terá mais condições de ajudá-los, e por se preocupar em tornar-se mais agradável, cuidando de sua aparência e de seus modos, ela fará o instinto das pessoas perceberem que ela é melhor que muitas outras por ai, sendo, portanto, valorizada. Já a segunda, por não se preocupar, simplesmente não encontra modos de ajudar ou de tornar sua companhia atraente para as outras pessoas, e, portanto, não se torna valorizada.

Na primeira suposição é possível observar um mecanismo básico e já conhecido que provém chances de sobreviver na sociedade: é o poder econômico. Já na segunda, é possível observar que qualquer qualidade que outro humano possa valorizar, que possa fazer bem as outras pessoas ou que atraia o instinto, pode prover chances de reprodução: é o poder instintivo. Também é possível, através do conhecimento e do esforço para entender o que se deseja, trabalhar ou desenvolver estes dois aspectos do comportamento da espécie humana de modo a aperfeiçoá-las ou adequá-las a realidade, provendo melhores resultados: é o poder racional.

Embora seja possível converter um poder em outro, isto nem sempre é feito devido a distúrbios. Daí surge a importância destas definições. Por exemplo: uma pessoa com bastante poder econômico e falta de conhecimento em como lidar com as pessoas, embora tenha condições de investir em sua aparência e atrair boas pessoas para si, sua falta de conhecimento fará esta experiência ser ruim e confusa. Como resultado, mesmo tendo condições, acaba sozinha e insatisfeita. Outro exemplo: uma pessoa com um bom conhecimento em como lidar com outras pessoas, mas que só se preocupa em cuidar de sua própria aparência ou modos. Devido à falta de poder econômico, ela terá dificuldades em manter uma vida confortável e saudável de forma independente e segura.

Nos dois exemplos anteriores é perceptível principalmente uma coisa: o desequilíbrio entre os poderes humanos pode ser algo bastante prejudicial à qualidade de vida e ao bem-estar. Fazendo uma analogia com os comportamentos de sobreviver e reproduzir, pode-se chegar a seguinte conclusão: Os poderes humanos estão para as chances de reproduzir e sobreviver assim como a evolução está para a qualidade de vida, pois se um entra em desequilíbrio, o outro é afetado. É desta forma que se chega ao conceito de evolução como qualidade de vida.

Ao testar este conceito, nota-se sua utilidade, por exemplo: a probabilidade de pessoas com boa evolução terem uma velhice mais satisfatória e filhos de boa índole é maior que pessoas de evolução desequilibrada. Isto significa que não é só porque é rico que terá uma velhice feliz, ou não é só porque tem maior relevância social que terá filhos que seguirá o bom caminho da vida. Portanto, o que a psicologia evolutiva aconselha que todos busquem é isto: esforçar-se naquilo que tenha mais propensão a crescer, seja por estar numa posição específica da sociedade ou por ter a genética mais adequada, e após isto, buscar formas de equilibrar a evolução de modo a alcançar uma boa qualidade de vida, para então aproveitá-la.

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