terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Raciocínio humano

Recomendação de leitura para melhor compreensão deste texto:
Tecnologias humanas
Sentimentos evolutivos
Memória baseada nos sentimentos

Raciocínio humano:
Assim como a boa memória é primordial para o desenvolvimento da raça humana como nós conhecemos, uma boa tecnologia de raciocínio também é. Sendo mais específico, é a tecnologia de raciocínio que o humano desenvolveu que o torna capaz de raciocinar de forma organizada e objetiva. Nesta tecnologia, há duas características que se destacam: a enorme capacidade de observar e simular padrões e a de associar informações.

A capacidade de simular padrões de comportamento provavelmente surgiu no já explicado, em tecnologias humanas, ambiente africano. A necessidade de observar o ambiente e decidir qual a melhor escolha para obter alimento de forma segura, aos poucos, foi selecionando os animais com maior capacidade de analise, que consiste disto: observar o ambiente e fazer previsões, ou simulações, de que reações suas ações irão provocar. Ao unir isto com a memória a base de sentimentos já desenvolvida, obtém-se um raciocínio que utiliza, para fazer seus cálculos, os eventos que estão diretamente ligados à sua evolução.

É desta forma que quando algo era descoberto por acidente, e este algo se mostrava importante para as chances de sobrevivência e reprodução, ele era rapidamente adicionado à memória e conseqüentemente sempre usado em novas simulações do ambiente. Isto foi algo muito importante para a consolidação da utilização de ferramentas simples, como pedras. Outra característica importante que também deriva da forma como a memória se organiza, é a capacidade do raciocínio humano de associar as informações que sejam parecidas em algum aspecto. Esta característica foi bem importante para o desenvolvimento da comunicação.

Na prática, ela funciona da seguinte forma: a memória humana organiza sua memória em blocos de informações sinalizadas com sentimentos. Quando o humano recebe determinada informação do meio externo, seu cérebro, de forma inconsciente, busca na memória quaisquer informações relacionadas a aquela informação. Quando ele encontra algo relativamente semelhante a aquela informação específica, todo o bloco de informações associadas a ela é associado a aquela informação, e com estas informações em mente o humano raciocina ou age.

Por exemplo: um cheiro é associado a alguma pessoa em nossa memória. Quando se sente algum cheiro parecido em outra pessoa, a memória rapidamente manda ao cérebro a imagem da pessoa que associamos aquele cheiro. É desta forma que um perfume, em uma pessoa, lembra outra com quem se conviveu anteriormente. Esta característica se tornou muito importante, pois as informações parecidas são associadas durante o raciocínio, e tudo relacionado a estas informações parecidas é levado em consideração. Isto torna possível o surgimento de um novo conhecimento através da união de algumas das informações da memória enquanto se faz alguma analise.

Associar as informações foi uma tecnologia importante também para a comunicação. Expressões gestuais e sonoras foram sendo associadas a ações, e devido à capacidade raciocínio e do convívio diário através de muita prática e aprendizagem mútua, estas ações foram sendo organizadas a ponto de surgir ações em grupo, como caça de animais maiores. Com mais alguns milênios de convívio e seleção daqueles que conseguiam se comunicar com mais facilidade, as palavras começam a ganhar forma e surgem símbolos que contém carga de associação a ações ou imagens. É o inicio da arte rupestre.

Atualmente, a capacidade de raciocínio é tão abstrata que os humanos são capazes de imaginar modelos matemáticos, o rosto de uma pessoa no corpo de outra ou mesmo ambientes fictícios completos, como quando há a imersão na estória de um livro. Além disto, a capacidade do cérebro em associar informações e sentimentos continua sendo uma forte característica do subconsciente humano, sendo esta uma propriedade importante para o entendimento de culturas, de outras pessoas ou mesmo de si próprio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário